22 janeiro 2014

Cedo ou tarde demais


Amor. Confunde e assusta. Até maltrata. Mas quando descoberto, estimula. Não é meio descoberto, porque se for, é meio amor. E aí nada acontece. União é forte, separação é forte também. Nada é fraco no amor. Sentimento dói, dói de alegria, dói de tristeza, e é muito. Correspondido ou não, não deixa de ser amor. A vida por ser tão passageira, age como se fosse um crime não dar valor a esse sentimento. Perda de tempo é não amar. Minutos, horas e dias desperdiçados aparecem quando acordamos pela manhã e não temos a intenção de sermos felizes ou acionar o coração. Carinho, paixão, companheirismo, todos derivados do amor como um só. Aliás, duas pessoas como uma só. Não é assim? Choque de certezas, aventuras e harmonia. Encontros e desencontros. No mais profundo do ser existe o estar, "estar-se-amando" e amando o outro numa sintonia equilibrada entre o que se deseja ser e o que se é, assim mesmo. E diante das adversidades e das surpresas da vida. Tentativas, frustradas ou não, tentativas. Aprendizado. Lembranças. Cheiro do perfume ao andar nas tardes de verão. Abraços de saudade ao olhar as estrelas. Deitar no travesseiro e pensar que podia ser diferente, talvez igual, não sei. Pôde ser como foi. Pode ser como é. Poderá ser como tem que ser. Destino. Sim ou não. Hoje sim, ou não. Amanhã, talvez. Ou talvez sim. Ou talvez não. Exatamente, ninguém sabe de nada, a não ser das consequências da grande palavra: escolhas. Pequena, mas no plural. Ah, isso não dá para voltar atrás. E de repente é tarde demais, ou nunca foi cedo, aliás, quem pode dizer que tenha sido cedo ou tarde em algum momento?

"Acho que ganhar na megassena é mais fácil", dizem as pessoas que têm sorte no jogo. Mas não se pode ter sorte no amor também? Sei lá.

Por Eduarda Iannuzzi

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