15 outubro 2017

Para onde foram as pessoas interessantes?


Foto Reprodução | Tumblr


Conversa boa. Sem compromisso. Histórias da vida, histórias do próprio cotidiano, troca de carinhos, e até compartilhamentos de pensamentos, mesmo que sejam opostos. Também tem a troca de ideias... Nossa! Isso é raridade. Planejamento, então, nem se fala. Querem estipular regras quando a vida mesmo dispõe de momentos que não são aproveitados. Ficam pensando em rotular e na hora de se importarem, somem. Eita geração doida essa, hein?! Gostam, mas nem tanto. Querem, mas nem tanto. São tantas opções, não é mesmo? Quanta gente gulosa, eu diria. Mas em troca de quê? De um amasso a mais, um elogio a mais, ou melhor, uma frustração a mais. 

E isso porque fingem. Fingem não gostar, fingem desapegar, fingem satisfação pessoal... Só que na primeira oportunidade sozinhos, a ficha cai, a emoção toma conta e aquilo já passou. Já era. Tarde demais. Consequentemente entram no mesmo ciclo sem fundamento até se esbarrarem com a falta de opção. Surgem pensamentos de arrependimento. “Droga! Mas eu fiz tudo certo. O que aconteceu dessa vez?” Ego que se chama, né? Tudo cai na mesmice. Em contrapartida, a pessoa que foi iludida e/ou enganada está se perguntando: “Para onde foram as pessoas interessantes?”  

Eu te digo agora, as pessoas interessantes estão fazendo essa mesma pergunta, achando que são os problemas da época. E sabe o que acontece? Cismam em dar valor a pessoas desinteressantes, apelam em desculpas a falta de caráter alheia e forçam o que não encaixa. Acham que não encontram as pessoas interessantes porque não acreditam que elas existem. Enquanto isso o tempo passa e os  não se esbarram. O tal ruído da desvalorização interna. Uma pena...

Temos que entender que nem todo mundo pretende ser interessante. Aprender também, que nem todo mundo vive, alguns só existem. No entanto, temos que respeitar. Nem sempre a energia bate, é normal. O que não devemos é deixar essas pessoas em nosso caminho, é perigoso demais viver uma vida morna. Afaste-se! Não pegue-as como exemplo. Quer uma dica? Lembre-se que o que te faz mal, não te acrescenta, só atrapalha. O destino só reserva o encontro de almas quando somos interessantes para nós mesmos. E a partir disso, estamos prontos para dividirmos interesses por aí.

Por Eduarda Iannuzzi
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